domingo, 12 de abril de 2009

Mais, mais e mais.

Mais um minuto. Mais uma hora. Mais um dia.
Mais um sorriso. Mais um abraço.
Mais um, só mais um.
Uma soma. Mais, sempre mais.
Mais um texto. Mais um fracasso.
Mais um alguém. Mais uma lágrima.
Mais um tanto faz.
Sempre uma soma? Para um otimista, talvez.
Mais uma vitória e, depois, mais uma derrota.
E mais outra derrota.
Sempre ganhando.
Mais sabor. Mais doce. Mais amargo. Mais salgado.
Mais bebidas, mais cigarros.
Mais festas, mais brigas, mais, mais...
Mais dias perdidos e monocromáticos.
Mais silêncio, mais música.
Mais amor, mais ódio.
Mais amigos e novos inimigos.
Mais amores, mais desamores.
Mais tentativas.
Mais acertos, mais erros.
Mais loucuras.
Mais soluções e muito mais problemas.
Mais paz desencadeando mais guerras.
Mais sangue.
Mais dinheiro, mais almas.
Mais ilusões, mais quedas.
Mais baldes de água fria.
Mais um corrompido, mais um inferno particular.
Mais um anjo caído, mais um anjo sodomizado.
Mais um assassinato. Mais um suicídio.



Sempre mais.
O que é esse mais não importa.
O valor se perdeu.
A quantidade prevalece.

Nunca satisfeitos. Sempre mais. É o que importa, não?