quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Qual título está na moda?

Bem vindo ao clube!

Vou explicar exatamente quem somos. Bem, não exatamente, mas, superficialmente.
Pois bem, na verdade somos todos miseráveis, desgraçados e malditos influenciáveis.
Não temos opinião própria, uma marionete não é tão manipulável, acredite!
Não sabemos o que é certo e errado, não sabemos por onde andamos e aceitamos doces de estranhos.
Bebemos o que a maioria bebe, comemos o que a maioria come, fazemos o que a maioria faz e pulamos da ponte se a maioria pula.
Adoramos qualquer coisa que nos torne popular, cool ou qualquer merda que considera-se como cultura de massa, você sabe, 'a voz do povo é a voz de deus' (não vou entrar em discussões filosóficas sobre qual deus ou quem foi o primeiro a dizer tal absurdo, ops, tal verdade irrevogável!)
Assistimos novela para não faltar assunto, vamos à igreja para garantir um terreninho na zona norte do além(?) (Não que saibamos o que aquele cara que não lembro o nome quis dizer com a parábola do filho pródigo).
Vamos aos lugares mais badalados, curtimos a 'melhor banda de todos os tempos da última semana'. Somos tudo o que podemos ser, não necessariamente o que queremos. Na verdade nem paramos para pensar sobre isso. Na verdade, nem pensamos - um parasita consegue ser mais útil.

A dignidade não está na sua essência mas na sua aparência - Acredite quando dizem que imagem é tudo e que uma foto vale mais que mil palavras.
No final, 'de boas intenções o inferno está cheio' e você vai para lá por rezar demais.

domingo, 12 de abril de 2009

Mais, mais e mais.

Mais um minuto. Mais uma hora. Mais um dia.
Mais um sorriso. Mais um abraço.
Mais um, só mais um.
Uma soma. Mais, sempre mais.
Mais um texto. Mais um fracasso.
Mais um alguém. Mais uma lágrima.
Mais um tanto faz.
Sempre uma soma? Para um otimista, talvez.
Mais uma vitória e, depois, mais uma derrota.
E mais outra derrota.
Sempre ganhando.
Mais sabor. Mais doce. Mais amargo. Mais salgado.
Mais bebidas, mais cigarros.
Mais festas, mais brigas, mais, mais...
Mais dias perdidos e monocromáticos.
Mais silêncio, mais música.
Mais amor, mais ódio.
Mais amigos e novos inimigos.
Mais amores, mais desamores.
Mais tentativas.
Mais acertos, mais erros.
Mais loucuras.
Mais soluções e muito mais problemas.
Mais paz desencadeando mais guerras.
Mais sangue.
Mais dinheiro, mais almas.
Mais ilusões, mais quedas.
Mais baldes de água fria.
Mais um corrompido, mais um inferno particular.
Mais um anjo caído, mais um anjo sodomizado.
Mais um assassinato. Mais um suicídio.



Sempre mais.
O que é esse mais não importa.
O valor se perdeu.
A quantidade prevalece.

Nunca satisfeitos. Sempre mais. É o que importa, não?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Insatisfeita.

Ninguém consegue entender o que se passa aqui dentro.
É melhor continuar assim, sem compreensão.
Na verdade, até eu fico confusa. Entendo pela metade.
Mas entender pela metade é não entender.
Um quebra-cabeça com peças a menos - você deduz a gravura da peça que falta, mas não sabe bem o que é.
Busco e quero tanto algo que ainda não se definiu. Eu não sei o que busco, não sei o que quero. Só sei que quero.
Confundo sempre, acho que encontrei, então, corro, agarro, como, odeio e jogo fora. Não era o que eu buscava. De novo.
Só ou acompanhada, não faz diferença, tudo continua sem cor.
O verde desbotou, o brilho do olhar se apagou.
As roupas permanecem jogadas no chão enquanto ele dorme. E eu, insatisfeita.
A carne incompleta, a alma sangrando de tristeza.
Tão bem acompanhada e tão sozinha.
Vai ver, é porque a companhia nem é tão boa assim.
Um dia eu sumo. Enquanto todos estiverem sonhando, eu fujo de tudo.
Talvez em corpo.
Talvez... você sabe.
A dose da bebida mais forte me derrubou ontem mas hoje já não faz o mesmo efeito. E agora?
Ele acorda e eu finjo dormir. Quero que ele vá sem que eu precise dizer 'até logo'.
Ele dá um beijo em meu rosto e se veste. Às vezes, dou uma olhada sem ele perceber. Não presto mesmo.
Ele dá outro beijo e se vai.
Ele sempre tenta me dar mais que uma noite, mas eu só quero mais uma noite.
No mais, esforços jogados na lata do lixo.
Quero devorar de uma só vez. Aí, acaba. E perde a graça.
Overdose. Overdose de tudo e de todos.
A droga acaba. Que venha a próxima.
Não sei degustar.
Continuo insatisfeita.
Frescura? Talvez. Talvez eu crie meus problemas.
Talvez eu não queira me sentir bem porque acho pessoas que fingem não ter problemas patéticas.
Eu sou patética, mas do meu jeito.
Vou andar um pouco agora, me exercitar.
Sabe, né?
Corpo são, mente Insana.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Fim de tarde.

Sentada na frente de casa, num desses fins de tarde em que nada se espera da vida, paro por um instante de ler e começo a observar o movimento, os transeuntes...
Sabe, é uma dessas ruas boas de se viver, tranquila, exceto pela vizinhança. Ahh, tudo bem, não gosto de ter amizade com vizinhos mesmo!
Pois bem... Olho, e como sempre, há um ‘punhado’ de crianças a brincar, correr, sorrir, brigar e fazer as pazes para brigar de novo.

Não faz muito tempo e eu era uma dessas crianças. Sem preocupações, só brincava, corria, sorria, brigava e fazia as pazes para brigar de novo. Os transeuntes continuam os mesmos, só que assim como eu, mais velhos, assim como as crianças que vi nascer e que hoje ocupam meu lugar e que amanhã terão seus lugares ocupados enquanto ficarão sentados na frente de casa a pensar na vida, e eu, mais um transeunte que eles notarão ou não.
Pensando assim me sinto tão substituível! Sempre que alguém joga futebol aqui na frente de casa, ouço minha avó reclamar: “Meu Deus, TODA VIDA essa criançada fazendo bagunça aqui na frente de casa!!” – TODA VIDA, hahaha, mas !! Não são as mesmas crianças... é outra geração! Mas ela não entende. É sempre a mesma ‘criançada’, como se não tivessem crescido, quando na verdade, há muito foram substituídos...
Olho, e aqueles que um dia brincaram comigo passam de mãos dadas com suas namoradas/namorados, alguns já casados, alguns já com filhos (!).
E eu ali, observando tudo e todos, e me perguntando se sou observada, se alguém me nota, se alguém lembra que anos antes eu brincava na rua e que agora fico sentada lendo, que saio pela manhã e volto no almoço, que poucas pessoas me visitam porque poucos eu conheço, se notam porque me conhecem de outras primaveras, ou se notam para mais uma fofoca maldosa...
Não me importo. Não quero ser notada mesmo. Gosto mesmo de observar pessoas que conheço de uma vida toda, mas nunca parei nem mesmo para cumprimentar, pessoas das quais nada sei, não sei onde trabalham e como se divertem, só sei que existem e que sempre utilizam o mesmo trajeto, nos mesmos horários, e que passam pelas crianças que correm como outrora passaram por mim, enquanto eu corria.
Quem se importa com isso?
Pego o livro, ainda sentada na frente de casa, continuo a ler, as crianças a brincar, as pessoas a passar, o dia a morrer...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Por que não?

Quero um alguém para chamar de 'meu bem'.

Quero um alguém para me chamar de 'meu bem'.

Quero andar na beira da praia, sentir uma leve onda cobrir os meus pés enquanto aprecio mais uma das milhares de despedidas do sol...

Quero acordar acreditando que tive apenas mais um pesadelo, e após me acalmar, perceber que estou num infindável sonho...

Quero atravessar colinas para saber o que se esconde do outro lado delas, só admirá-las é o que sempre fiz...

Quero VIVER, sem me importar com a definição disso... apenas viver...

Quero o poder de fazer a diferença, se não na vida, mas no dia de alguém...

Quero olhar para trás e ver as pegadas que deixei, as marcas que por ali passei... olhar para frente e imaginar até onde ainda posso chegar...

Uma bela história me arranca lágrimas... um livro, um filme. Quero essa emoção!

Chegar em casa reclamando da vida, e alguém que me espera dizer "Está tudo bem, eu estou aqui..."

Quero tanto, mas tanto, tanto... sinto-me sufocada... Como se precisasse gritar tudo isso e um pouco mais...

Por que se fazer de forte quando quer se desmanchar? Porque sofre menos? Porque não mostra o quão vulnerável és? O que já ganhou com isso? Criou uma armadura espessa e quase impenetrável... agora, tem medo de como pode ser viver fora dessa armadura.

Aposto quando sei que posso e vou ganhar... mas nunca apostei no escuro... nunca... nunca...

Quero tanto, meu bem, tanto...

Quero perder o medo, quero destruir a armadura...

Não, perder o medo não... torna tudo mais dramático e eu adoro um drama. Só acabar com a armadura... Tudo fica mais fácil...

Quero... quero...

Quero um alguém para chamar de 'meu bem'...

Quero um alguém para me chamar de 'meu bem'... É... eu quero. Por que não?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O que posso falar?

O que posso falar sobre o amor, justo eu, que nada conheço?

Nem lembro mais quantas vezes disse não acreditar.

Nem sei quanto tempo já perdi pensando sempre no pior que pode acontecer.

Quantas vezes me orgulhei por facilmente conseguir me desapegar... ou, por nem me apegar a alguém...

Mais perdi do que ganhei. Mais ganhei do que senti. Senti tanto quanto vivi.

Não me arrependo. Eu não aprenderia com conselhos mesmo, mas, levando um tapa para aprender e recusar a outra face.

Há pessoas que levam a vida toda para começar a contabilizar o que perderam ou deixaram de ganhar. Tenho feito isso quase que diariamente, para que, um dia possa ser mais completo que o anterior e mesmo assim ainda conterá graves falhas. Mas, sendo humana, nada mais humano que continuar errando. E, continuar aprendendo para cometer novos erros.

Fugi por um momento do assunto que mais me intriga.

O amor.

O que seria o amor ou o que deveria ser o amor?

Deixando bem claro uma coisa, que mesmo nos meus momentos mais insanos eu continuo crendo: AMOR A PRIMEIRA VISTA NÃO EXISTE. O que eu acredito é em paixão a primeira vista. Isso eu acredito. O amor, descrito de maneira tão incorrupta, não pode florescer numa simples troca de olhares. Para o amor, deve haver confiança que só é adquirida com o tempo. Paixão não. Do mesmo modo devastador que chega, vai, cessa, morre. A paixão pode ocorrer logo que se conhece alguém. O amor não.

Contudo, a paixão pode se transformar em amor, pode realmente existir uma compatibilidade, por que não? A paixão tem prazo, o amor acreditam que não. Ou você ama ou não.

A paixão te deixa cego, não te deixa pensar ou agir conscientemente. Mas depois, você estará curado, é questão de tempo, aí, você começa tudo de novo, e assim será, até o dia que você conhecer o amor. Ou... não! Ou... pior!

O amor, deveria (meu ponto de vista, cada um encara isso da sua maneira) desenvolver o 'pensar junto'... nada de 'perder a cabeça' em nome do tão aclamado amor. Senão, não é amor. É mais um um sentimento confuso que ao ser chamado de amor, cai no clichê da banalização... Mais uma vez temos uma distorção barata que nos faz parar e divagar sobre amor, paixão, atração, não necessariamente nessa mesma ordem...

Ah... chega.

Afinal, o que posso falar sobre o amor?
Já me enganei e enganei, já banalizei e agora, cá estou, perdida, confusa, com medo, assustada!

Logo eu, meu bem... logo eu...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

...até diz que não, mas continua se importando.

Sinceramente, por um tempo, até achei sua vida interessante.
Muitas festas, muitos amigos, muita bebida e regras quebradas. Sim, achei interessante.
Mas o tempo passa, e com ele, antigas idéias se organizam para dar espaço para a 'nova bagunça'. O que você tem, não são amigos, são conhecidos. Apenas trocas de favores. Você é tudo aquilo que critica, a diferença é que o resultado dessas suas 'trocas' é prazer instantâneo, nada que realmente te acrescente em algo ou que tenha um fim lucrativo. O sistema é o mesmo.
Diz que não se importa, mas é da boca pra fora.
Chora como uma criança quando leva um pé na bunda e aborrece todos aqueles que conhece mostrando quem o fez de vítima no momento.
Exige respeito acima de tudo, preza pela educação, mas esquece que isso pede seu retorno. Fala dos outros quando estes nem se dão conta que você existe, critica mais que uma velha solteira.
Não são seus amigos, no fundo, sentem é pena.
Pena porque você precisa de alguém para admirá-lo e para comentar suas frases inteligentes 'carregadas de ideologia' e sua ironia decadente.
A verdade é que você caiu e ninguém está disposto a ajudá-lo, nem mesmo a parar e notá-lo. Passou tempo demais se dedicando a quem nunca se importou com você. Mas foi avisado disso.
Não ligo se meus amigos se afastam. Antes só, do que amparada pela piedade alheia. Antes invisível do que com um cartaz dizendo 'Me note'.
Não vou perder tempo procurando conhecer os amigos dos amigos. Tenho os meus. Poucos, sim. Mas sinceros. Escuto muito pela cara, e agradeço cada palavra. Se um dia, ficar só, eu saberei o que foi uma amizade e não uma rede interminável de conhecidos.
Sexo, rock e violência sempre ajudaram a construir uma determinada imagem. A receita foi lançada há muito, e você, não foi o primeiro a misturar os ingredientes.
É. Achei sua vida interessante um dia. Hoje, só desprezo.
O que eu enxerguei tão rápido você nunca perceberá, está ocupado demais pensando na sua próxima frase de efeito.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Assassinando a esperança.

Eu gostaria de saber o que tanto esperas de mim. Por que eu? Por que eu?
Como uma ideologia fracassada. Há os seus adeptos, mas estes, não recebem retorno algum...
Não me importo em saber como foi o seu dia e qual foi a última garota com a qual dormiu, por que insiste em se derreter em comentários para tudo me contar? O que ainda espera? Uma pessoa a mais no dia do seu velório, isso é, se eu não partir antes?
Entre bêbados, pseudo-revolucionários e rockeiros desiludidos nos encontramos pela primeira vez. Não poderia haver um final feliz para nós, poderia?
Como humana, tenho todos os defeitos. Posso amar, odiar, desprezar, trair, corromper ou ser corrompida, iludir, cobiçar, mentir, sentir tudo isso junto ou uma coisa de cada vez, não necessariamente nessa mesma ordem.
Posso ainda dizer que nunca trai em atos, mas, e em pensamentos? Sabe se sempre os habitou enquanto comigo esteve?
O que ainda te atrai se, faço até questão de assumir o quão podre posso ser?
Posso olhar no fundo dos seus olhos e proporcionar-lhe o melhor dos momentos pelo simples prazer de em seguida destruí-lo com a mesma facilidade. Posso, mas não o faço. Exatamente para não criar nenhum tipo de falsa esperança. Sinal, que ainda resta algo de bom em mim. Mas acredite, pode não ser por muito tempo. Sabes, que no meu caso, a tendência é piorar.
Já notou quantas vezes uso da ironia com você? Não. Só nota a ironia que eu quero que note. Como num jogo sabe.
Pulo deste pedestal de ilusões no qual você insiste me colocar sem me importar aonde posso cair. O que interessa é fugir.
Estou caminhando. Sempre para frente. Se você, minha criança, estagnou, não é problema meu. Não vou fazer companhia, compreende? Também não admito que me coloque como responsável da sua infelicidade. Até porque, alguém que assim como eu acredita que felicidade é uma utopia, consequentemente não pode se julgar infeliz, seria o outro lado de uma moeda que na prática não existe. Não caia em contradições por bobagens!
Os poetas acreditavam que de amor morreriam, assim como seus companheiros de 'profissão', mas nunca passou de tuberculose. Eis o amor que matava os poetas, tuberculose! Fique alegre, meu bem, não se morre mais disso, há tratamento. E de amor, nunca houve registro de alguém que tenha morrido por esta causa. Talvez amor pela pátria, por um ideal, ou uma descoberta. Apenas.
Acho bonito quem tenta, por uma segunda vez, conquistar uma pessoa querida que muito lhe acrescenta... mas quando esta, ainda se apresenta recuperável e não após deixar bem claro o que pensa a seu respeito e que não, que não o quer mais. Aí... olhe só, aí é pedir para ser tratado como um tapete.
Falta de amor-próprio é muito deprimente.
Serve apenas para provar que o que sente não é amor, mas uma doença.
Quem ama de verdade não se humilha. Não se coloca numa bandeja esperando ser aceito. Não tenta chamar a atenção com confissões adolescentes acreditando que ainda afeta o vírus responsável pelo que tem.
Quem ama de verdade, segue em frente, sozinho, até achar quem realmente o complete e torcendo pela felicidade de quem um dia tanto estimou.
Por isso, mais uma vez pergunto: O que esperas de mim?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Nada demais.

Prazer, meu nome é Mariana! Tenho 19 anos e alguns meses... quase duas décadas! Muitos consideram pouco tempo, mas acredite, é muito tempo! Mas muito mesmo ainda tenho para aprender. Não posso dizer que conquistei muitos amigos, porque não é verdade. Mas os que tenho... arrisco dizer que são os melhores. Dizem que isso é importante, as pessoas que você cativou (me recordo de um livro muuuuito interessante que li), o ‘atestado’ de que você passou por este mundinho. Não me importo com isso. Quero ser lembrada enquanto viva, depois viro pó, como tudo. Ainda sou lembrada. Mesmo de uma maneira torta, cativei pessoas, isso é bom. No fundo devo ser uma boa pessoa.
Apanhei de uma menina na pré-escola. No mesmo ano, beijei uma outra (Fui lésbica aos 5 anos?! Haha!). Conclui o ginásio e o ensino médio. Já trabalhei numa farmácia e numa escola. Já quis andar de skate, mas o máximo que consegui foi um joelho ralado. Já tentei, e por um tempo até achei, graça nos garotos de beleza padrão... mas vi que não tinha jeito... voltei a prestar atenção nos garotos diferentes... e inteligentes. Eles sim te tratam como uma garota de verdade, como uma mulher. Interessam-se em saber como foi o seu dia e qual a história do livro que você está lendo, e não em quanto você pesa ou se está bem arrumada, se o cabelo é comprido e a cintura é fina. Adoro musicais, Moulin Rouge me cativa do início ao fim. Não acredito em conto de fadas, e apesar da descrição há pouco feita, não procuro pela pessoa ideal. Acredito que há muito já a descartei. Talvez eu me arrependa. Mas não ligo... provavelmente não daria certo. Sem falar que passar o resto da vida com o primeiro namorado é quase impossível.
Estou na faculdade e neste ano cursarei o 3º ano de História. Ainda tenho grande dificuldade de falar em público, mesmo sendo este público os meus colegas de classe. Leio e debato mil vezes com um amigo, mas ainda travo quando percebo que todos me olham. Ainda tenho tempo para treinar.
Quase morro de saudades de estar reunida com minhas melhores amigas! Uma hora cada uma precisaria pegar um caminho, nós sabíamos... apenas não notamos como o tempo passava depressa. E passou. Teremos um fim de semana ou outro para nos encontrarmos... alguns telefonemas e a Internet... no mais... não volta.
Minha essência não mudou... Opinião? Já tive várias, que vagaram de um extremo ao outro, mas quer saber? Gosto disso. Gosto de saber que mudei de opinião e que me permito mudar quantas vezes achar necessário. É sinal que continuo evoluindo, absorvendo informações que possibilitem reforçar o que penso, ou, mudar, para melhor... o que eu julgo melhor.
Gosto de música... de Música. Também gosto do silêncio. Em muitos momentos, o silêncio é música, e de excelente qualidade. Gosto de ler, a melhor das viagens! Já estive em todos os lugares que minha imaginação permitiu! Poesia? Huuum... um caso de amor e ódio. Na segunda eu odeio, mas quando chega sexta... estou entregue!!
Meus hábitos não são muito saudáveis. Tenho insônia induzida por excesso de café. Exercícios físicos? Haha! Confesso que adoro caminhar, mas paro por aí.
Não gosto de elogios, Não gosto de pentear os cabelos, não gosto de amarelo e laranja, não gosto de sol nem de verão, praia só pela noite, não gosto de Coca-cola na mesma proporção que amo chocolate meio amargo/amargo! Sim, bem rabugenta. Não, ninguém me aguenta, por que acha que sempre estou sozinha?
Queria terminar o texto de uma maneira bem alegre, atrativa... mas... o texto é um desabafo... o meu desabafo. Eu ainda estou aqui, e enquanto estiver, o texto estará incompleto. Desculpe pelo texto inacabado...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Buscando uma segunda dose.

Estou rindo.
Gargalhadas mesmo. Sabe, daquelas difíceis de te arrancarem? Pois bem.
Ela procurava uma vítima, quando, olhou por um momento seu mais novo velho objetivo e sentiu-se como a vítima.
Após tanto tempo, ele ainda faz com que suas pernas fiquem fracas. Parecia extinto. Mas estava adormecido.
Acordou, com uma fúria brutal, de gosto diferente de tudo que ela já experimentou.
Ela olha, sem acreditar que um dia não o quis. Que um dia o dispensou.
O que pretende?
Mais um jogo imundo?
Ela não sabe.
Está confusa.
E negando, negando, negando...
Suas palavras agora perderam o valor.
Deseja o que teve, o que desperdiçou.
Não foi suficiente, mas só agora ela percebeu isso. Ela diz que dói.
Um doer desnecessário... opcional.
Mas quem disse que ela não quer sentir essa dor?
A dor não importa... dos males, é o menor.
O problema é que vai contra tudo que ela sempre acreditou. Assim, ela não se conforma.
Sente-se frágil. Sem ação. Isso, para ela, é inaceitável.
Não poderia ocorrer nem nos seus piores pesadelos.
Mas está acontecendo.
Ela fecha os olhos.
Conta até dez.
Depois, continua, e vai até vinte, para garantir.
Então, lembra que em breve isso estará bem longe de seus pensamentos.
Ela nem lembrará dessa agonia de agora.
É sempre assim.
Mas ele ainda está lá.
Ainda está lá.
Ainda está lá.
Não é perturbador?
E pela segunda vez ela morde a língua.
Mas dessa vez, foi pior.
Ele não está com ela, apenas, próximo, muito próximo.
Ela já o machucou e agora está pagando.
Pagando caro.
Não sabe quais são as suas armas.
Ele já provou do veneno, e, como todos que sobrevivem, agora ele está imune.







O que ela vai fazer?