domingo, 30 de novembro de 2008

Piegas, piegas.


Mais um fim de semana nem um pouco estimulante que se vai. Estou cansada, muito cansada. Definitivamente preciso de férias. Férias da faculdade e do emprego. Mais duas semanas decisivas, vamos, eu aguento, já passei por coisa pior. Já tive uma carga horária de trabalho mais extensa e mais provas numa única semana. Já deixei de ter os fins de semana. Eu não deveria estar assim, parece que nada me acrescenta, sabe como é? Chega um momento que tudo é tão automático, tudo tão... sem vida. Como se me espetassem com uma agulha e eu não sentisse. Completamente inerte. Neste momento eu deveria estar dando continuidade ao meu trabalho, de História Medieval, mas eu precisava 'desabafar' com 'ninguém', então nada melhor que escrever. É que as pessoas nunca lêem mesmo, não faz diferença.

Bobagem! Só preciso de umas férias mesmo, e tudo volta ao normal. Estou com umas idéias aqui para o meu trabalho e não posso perdê-las com um desabafo ordinário.

sábado, 29 de novembro de 2008

Mudando... nem sempre para melhor... talvez nem sempre mudando de verdade.


"Por um segundo você acredita que mudou. Que mudou para melhor. As pessoas dizem isso, que você está diferente. O sofrimento ajuda muito nesse processo, e você não quer proporcionar aquilo que vivenciou. Então, o olhar muda, e você não recorda mais de como era o mundo sem as cores. Ahh, as cores! Que delícia, você sai, observa cada movimento, cada detalhe. Conta joaninhas, procura desenhos em nuvens e admira a pureza contida no olhar de uma criança. Diz, em alto e bom som, que as melhores pessoas que alguém pode conhecer antes de partir são os amigos que conquistou ao longo dos anos.Então, você descobre que isso era só uma fase, ao contrário do seu lado amargo. Descobre que você nunca mudou. Ainda sente prazer no estrago que consegue proporcionar. A ausência da cor sempre foi mais interessante. As crianças não passam dos adultos hipócritas do amanhã. As joaninhas? Não perdemos muito tempo observando-as, isso é se a notamos.E você descobre que os amigos nem são tão amigos assim.Sua maneira ríspida nunca foi uma fase, um momento. Não era questão de estar, mas sim, de ser. A alegria não está em viver e não consegue encontrar algo que possa sentir falta. A alegria está em saber que o seu tempo está passando, se esgotando, que toda viagem deve ter sua volta. A morte é a única certeza, e no momento a tragédia é não morrer."

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Esses dias atrás assisti um filme que há muito eu não via. Sabe, gosto de filmes que passem uma mensagem ideológica, de musicais ou dos típicos filmes de terror com crianças assustadoras (qualquer criança num filme de terror é assustadora), e esse filme foge desse 'padrão'. Tem uma história bem comum, se passa numa escola de ensino médio, último semestre, baile da formatura chegando, uma aposta entre garotos... Mas em vez da 'mocinha' ser delicada e ficar com o cara rico, a mocinha não passa de uma 'megera' e o cara não fica por baixo, já que sua reputação não é das melhores. Não vou contar a história aqui, porque ler este tipo de história é, definitivamente, um saco. Assistir é bom, é engraçadinho ao menos. Vou apenas falar do momento em que a 'megera' assumi gostar do 'mocinho'... ela faz um poema muito interessante, ou para muitos, bobo, infantil. Que se foda, eu gosto. O filme é o conhecido "Dez coisas que eu odeio em você", e o poema está aí:

"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"

domingo, 23 de novembro de 2008

Auto-Suficiência. Ou quase isso.


Se me pedissem para escolher entre uma pessoa importante e um bom livro, bem, certamente eu ficaria com a segunda opção... acho que justifica minha 'dificuldade' de manter relacionamentos. Esses dias atrás, visitei uma amiga com quem há muito eu não conversava... e ao chegar ao típico assunto sobre garotos, ela me questionou, perguntando por quê eu sempre termino namoros alegando que estes têm prazo. Antes mesmo que eu pudesse responder ela falou: "Nunca conheci uma pessoa que goste de estar sozinha como você gosta"... Bem, ela não mentiu e com isso nem precisei responder.

Nunca gostei de casais, mesmo quando faço parte de um. São patéticos e me causam náuseas. Odeio conversar com um apaixonado que acredita em 'amor eterno' e que relacionamentos duram para 'sempre'. Ninguém está num relacionamento querendo proporcionar bem-estar ao parceiro em questão, mas sim, porque consegue por um tempo, bem-estar próprio. A partir do momento em que não mais se sente satisfeito, termina, sem se importar se a outra parte ficará mal com tal atitude. Sempre achei o término o momento mais bonito de um relacionamento, porque sempre é mais sincero, ou pelo menos assim deve ser. E não há outro destino, se você não ferir, uma hora será ferido, é a lógica.

Você não encontra escorpiões acompanhados (raro!). Estão sempre sozinhos. Sabe por quê? Se num determinado momento eles sentirem fome e faltar o que comer, o mais forte devora o mais fraco. Simples assim. Isso é instinto.

Se busca prazer de verdade, o instinto é o que conta. Humanos são desgraçados por natureza. Todos carregam um punhal escondido, a diferença é que uns o usam antes. Ninguém é inocente. Ninguém é tão bom quanto parece ser. Ninguém é tão bom quanto assim quer ser visto. Por isso não acredito que precisamos de companhia. Auto-suficientes - assim que somos. Ou pelo menos, os mais fortes. Em alguns momentos, usamos ou somos usados, afinal, ainda nos encontramos nessa lamentável condição humana. Mas não passa disso. Você vê, come, enjoa... esporadicamente odeia ou despreza.

Então, obviamente, prefiro um livro. É uma das poucas boas contribuições que um humano pode deixar: Seus pensamentos quando estes são úteis. Então leio e me satisfaço. Quando farta, escrevo, mesmo desprovida de um dom literário, mas ainda me faz bem. E se quero perder meu tempo, aí sim recorro para a companhia de alguém. Exceto nos fins-de-semana, tiro esse dias para descansar das pessoas.

domingo, 9 de novembro de 2008

Momento zumbi. Porque insônia afeta a sanidade.


Se quer um texto coerente, nem perca tempo.

Muitas foram as vezes que busquei me agarrar à algo maior, que busquei um objetivo, uma finalidade para meus atos. O que vale a pena? Sempre que parava para pensar nisso, chegava a maldita conclusão de que nada vale a pena, afinal, estou por aqui de 'passagem' como os bons cristãos afirmam, e o máximo que conseguirei obter é a igualdade forçada, com os que já partiram, dentro de um túmulo qualquer. Mas, de passagem ou não, tenho o meu agora, e posso decidir fazer desse agora uma réplica da multidão ou seguir meus instintos, por mais que sórdidos certas vezes.

Mesmo dançando fora do rítmo, há um padrão, o meu padrão. Não venha dizer que isso não existe, porque é conversa. Você pode buscar por algo fora dos padrões dos demais, mas você cria o seu, é automático. E então, você passa a buscar por algo ou alguém que você idealizou e acredita que só ficará satisfeito quando concretizar isso. Você erra muitas vezes. Eu errei muitas vezes, e não, eu não aprendi. Como uma criança sabe, teimosa. Sabe que se colocar o dedo na tomada vai levar choque. E coloca uma, duas, dez vezes. É divertido, mas uma hora vai cansar, a covardia agradece isso. Sim, minha covardia. Fico satisfeita por saber que colocarei um ponto final, que haverá um ponto final. Assim, guardo apenas o lado bom de tudo, e no pior momento simplesmente me desprendo, não quero um porto seguro, nem quero ser o porto seguro de alguém.

Mas, é inegável que sonho acordada, afinal, ainda há um pouco de humanidade em mim (Há?). Criei o meu padrão. Quero a peça perfeita. Consegui a peça perfeita. Optei pelo oposto disso. Como explicar? Meu lado racional sempre gritou enlouquecidamente, e essa escolha não é muito concebível. A língua sangra, a mordida foi forte. E estou bem. Até quando? Isso é indeterminado. Ainda acredito que tudo tem a sua data de validade. Mas, eu também tenho a minha, e não sei qual data se estende mais.

Ainda sem uma finalidade. Pensando como uma perdedora, posso não sentir o prazer do sucesso mas também não sinto o amargo da derrota do objetivo inalcançado. Pelo menos alguma coisa dever ser estável né. O resto, é montanha russa. E eu gosto disso. Como uma criança sabe, teimosa.