domingo, 14 de agosto de 2011

Dear Prudence...

Você foi a melhor coisa que aconteceu comigo. Por um breve momento, mas foi. Antes de existir este ínfimo nós, eu me sentia alheia aos gostos e prazeres comuns a minha idade, ou melhor, comuns ao ser humano em geral. Tudo era entediante, monocromático, trivial. Bebidas, cigarros, música, filmes, livros... excelentes substitutos. Amigos? Muitos! Eu não não sabia até então, mas eu queria mais, eu queria novos sabores, eu queria uma explosão de sentimentos, eu queria perder o controle, eu queria pular sem saber se poderia ou não voar. E eu senti. E eu pulei. Foi uma bela queda, direto ao inferno, mas eu senti e isso é o que vai ficar. Mesmo que cega, eu ainda tinha meu instinto, tinha esse amigo imaginário me alertando a seu respeito. Claro, ignorei enquanto pude, é como saber que se está sonhando e dormir o máximo possível. Sóbria, depois de uma xícara de café, sei que sonhos não se repetem e muito menos se concretizam e fico muito, muito feliz em saber que pelo menos sobre isso eu sempre estive certa. Sim, você foi a melhor coisa que aconteceu comigo por ter sido mais um degrau. Hoje sei bem quem sou e tive a prova do quanto somos podres, egoístas e desgraçados. Hoje me sinto tão forte quanto falível. Hoje me sinto Deus e homem. Hoje fico feliz por saber que você existe, pois me sinto tudo... e neste aspecto, você é meu contraponto. Obrigada, eu realmente me amo.