-Por que você é assim?
-Assim como?
-Trata quem gosta de você como cachorro. Trata a todos assim.
-Se os tratasse como cachorros, eu faria cócegas em suas barrigas enquanto rolassem no chão. Eu simplesmente não dei boa noite.
-Olha como você fala comigo! Acha certo? Dê um sorriso pelo menos, tente ser falsa.
-Está me pedindo para ser falsa?
-Meu Deus, olha como você fala, não dá a mínima.
(pego o livro, apago a luz e passo um feliz natal com o Jack.)
"...Ela falava o que achava necessário de forma direta, sem anestesia. Nunca fez questão de fingir consideração. É claro, ela diz que se trata de sinceridade, e ela não está mentindo... ela apenas omite que se diverte com o estrago que suas palavras causam..."
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
...

E mais uma vez ela percebeu que não funcionava em par.
E sentou.
E chorou.
E mentiu... apenas fez que se importava.
O que mais esperar dela?
Não passa de uma vadia que por um momento acredita alimentar algum sentimento puro, mas não passa de atração, nunca passa de atração.
Um beijo e uma pegada forte que após horas ela ainda sinta. Só isso.
Nada de pureza.
Depois disso, o sadismo.
Quem não gosta de manipular, dominar? Ela gosta.
Mas está vazia.
Quer alguém por quem possa chorar e sentir falta.
Sentir falta da presença, do cheiro, dos cuidados. Não da carne.
Mas não consegue. Ela até tenta. Mesmo assim, machuca.
Dizem que paixão dura 6 meses... um ano. Se vai além, é amor.
Se isso estiver certo, ela nem mesmo sabe o que é se apaixonar.
Como pode suportar? Pessoas vivem e até morrem por amor, os pobres poetas que confirmem! E ela nem conhece a paixão.
Ri dos , segundo ela, patéticos casais apaixonados, mas é incapaz de saber o que é se dedicar ao que, num dado momento, lhe proporciona maior bem-estar, que possivelmente lhe desperta o amor.
Amor? Ela prefere acreditar que isso não existe.
Boa maneira de fugir. Se você acredita que não existe, não sente falta, afinal, não existe.
Sentir falta. Sentimos falta do que possivelmente já experimentamos, nunca é infundado.
Mas ela nunca amou.
Por isso ela diz que esse sentimento não existe, porque é um desconhecido mesmo? Considerável.
Mesmo assim. Acredito que se amasse, tentaria livrar-se desse sentimento como um médico tenta livrar seu paciente de um tumor. Apenas pelo prazer de gritar que está no comando.
Desta forma, talvez não ame por incapacidade de tal, mas porque não se permite a isso. Não acredita nas pessoas, não dá chance de ser rejeitada, consequentemente, de ser amada.
Está perdendo seus melhores anos.
Está perdendo as melhores pessoas que já conheceu.
Está perdendo bons motivos para derramar suas lágrimas e para dar seus mais sinceros sorrisos.
Suas atitudes são pás de terra a menos no que será sua própria cova.
Quando notar, estará alto demais para que possa escalar, e ninguém estará por perto para resgatá-la.
Colhemos o que plantamos.
Mas ela não funcionava em par mesmo.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Vivido, gasto, perdido.
Preciso escrever. Sabe, antes eu costumava falar sozinha na falta de alguém paciente para me escutar. Mas com o tempo, minha voz se tornou insuportável... insuportável para mim.
Sim, acontecia com frequência.
Mas parecia que eu agia como louca (louca, eu?). Diversas vezes fui surpreendida num desses momentos, então eu tentava disfarçar ao cantar uma música qualquer. Depois, eu nem me importava mais se percebiam.
É tão deprimente falar sozinha.
Nem sempre foi assim.
Nem sempre é assim.
Na verdade, nunca me importei com isso.
E nas poucas vezes que eu me importava, acabava por ignorar também.
Foi quando parei de falar sozinha e passei a escrever.
Entre falar sozinha e escrever, melhor escrever. As chances de te encaminharem para um psicólogo são menores e você continua sem um alguém paciente para, neste caso, ler.
Também sinto falta.
Sinto falta de coisas, momentos e pessoas.
Sinto falta das manhãs de domingo de 95. Eu sempre tomava leite quente e, em seguida, brincava com uns carimbos enquanto minha mãe ajudava minha avó no almoço.
Sinto falta de quando meu tio andava de skate com os amigos no quintal de casa, escutando punk rock, e a cada música que acabava eu dizia 'Tio, põe de novo aquela música?'. Agora não preciso mais disso. Herdei os cd's. Ele cansou daquelas músicas. Eu não.
Sinto falta de quando eu brincava de adoleta com as amigas.
Sinto falta de quando as poucas amigas que tenho ainda tinham um tempo para mim. Algumas não eram amigas, então simplesmente cortei relações. Uma foi embora, quase não nos vemos. A outra está perto, mas vive em função do namorado, que aliás, eu apresentei. Sei que parece egoísmo falando assim, é que nunca deixei amigos de lado porque não posso deixar de ajudar a sogra no almoço aos domingos.
Sinto falta de quando eu conseguia disfarçar o que penso. Agora, o filtro se foi - pensei, falei. Coisa de gente idiota. Mas me sinto bem assim, o que fazer?
Sinto falta de, por ingenuidade, dizer 'eu te amo'. Tudo parecia mais simples. Hoje odeio essa frase simplesmente porque não acredito no seu significado. Porque nunca senti isso mas por engano pronunciei. Porque não hei de 'morrer de tanto amar'. Porque não me importo com quem valoriza isso.
Sinto falta de pessoas que significaram de verdade e que nunca mais encontrei. Sabe, aquelas pessoas que achamos perdidas em fotos velhas.
Sinto falta das tardes desperdiçadas assistindo filmes e comendo chocolates.
Sinto falta de pular o muro da escola no Ensino Médio.
Sinto falta de conversar com uma única pessoa por horas, incansavelmente. Agora não tenho muito tempo para isso.
Sinto falta de tudo que fiz, exatamente porque não me arrependo de nada.
Sinto falta do que poderia ter sido, e não foi. Do domingo que poderia ser perfeito mas não foi;
Da pessoa que eu poderia ter encontrado e não encontrei;
Do abraço que ganharia e do beijo que roubaria;
De uma noite que eu não esqueceria mas que se tornou ... que se tornou só mais uma noite para mim.
Sim, acontecia com frequência.
Mas parecia que eu agia como louca (louca, eu?). Diversas vezes fui surpreendida num desses momentos, então eu tentava disfarçar ao cantar uma música qualquer. Depois, eu nem me importava mais se percebiam.
É tão deprimente falar sozinha.
Nem sempre foi assim.
Nem sempre é assim.
Na verdade, nunca me importei com isso.
E nas poucas vezes que eu me importava, acabava por ignorar também.
Foi quando parei de falar sozinha e passei a escrever.
Entre falar sozinha e escrever, melhor escrever. As chances de te encaminharem para um psicólogo são menores e você continua sem um alguém paciente para, neste caso, ler.
Também sinto falta.
Sinto falta de coisas, momentos e pessoas.
Sinto falta das manhãs de domingo de 95. Eu sempre tomava leite quente e, em seguida, brincava com uns carimbos enquanto minha mãe ajudava minha avó no almoço.
Sinto falta de quando meu tio andava de skate com os amigos no quintal de casa, escutando punk rock, e a cada música que acabava eu dizia 'Tio, põe de novo aquela música?'. Agora não preciso mais disso. Herdei os cd's. Ele cansou daquelas músicas. Eu não.
Sinto falta de quando eu brincava de adoleta com as amigas.
Sinto falta de quando as poucas amigas que tenho ainda tinham um tempo para mim. Algumas não eram amigas, então simplesmente cortei relações. Uma foi embora, quase não nos vemos. A outra está perto, mas vive em função do namorado, que aliás, eu apresentei. Sei que parece egoísmo falando assim, é que nunca deixei amigos de lado porque não posso deixar de ajudar a sogra no almoço aos domingos.
Sinto falta de quando eu conseguia disfarçar o que penso. Agora, o filtro se foi - pensei, falei. Coisa de gente idiota. Mas me sinto bem assim, o que fazer?
Sinto falta de, por ingenuidade, dizer 'eu te amo'. Tudo parecia mais simples. Hoje odeio essa frase simplesmente porque não acredito no seu significado. Porque nunca senti isso mas por engano pronunciei. Porque não hei de 'morrer de tanto amar'. Porque não me importo com quem valoriza isso.
Sinto falta de pessoas que significaram de verdade e que nunca mais encontrei. Sabe, aquelas pessoas que achamos perdidas em fotos velhas.
Sinto falta das tardes desperdiçadas assistindo filmes e comendo chocolates.
Sinto falta de pular o muro da escola no Ensino Médio.
Sinto falta de conversar com uma única pessoa por horas, incansavelmente. Agora não tenho muito tempo para isso.
Sinto falta de tudo que fiz, exatamente porque não me arrependo de nada.
Sinto falta do que poderia ter sido, e não foi. Do domingo que poderia ser perfeito mas não foi;
Da pessoa que eu poderia ter encontrado e não encontrei;
Do abraço que ganharia e do beijo que roubaria;
De uma noite que eu não esqueceria mas que se tornou ... que se tornou só mais uma noite para mim.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Sem título - seria um título?
Ultimamente, tenho deixado em primeiro plano os meus estudos, depois os meus estudos e por último as pessoas que ainda me acrescentam em algum aspecto, não que esse acréscimo se mostre útil.
Já valorizei muito e já fui extremamente valorizada... mas é tudo tão previsível, com um desenlace tão miserável... Já magoei e fui magoada, tornando a magoar... redundante...
No começo era sem querer. Depois por prazer. Prazer de ver o quanto eu poderia influenciar na vida alheia pelo simples fato de existir. A desculpa nunca mudou: Se eu não ferir, cedo ou tarde serei ferida.
Realmente acredito nisso.
Realmente gosto disso.
Devemos nos acostumar a ganhar e a perder. Assim como choramos quando perdemos, comemoramos uma vitória.
Mas não podemos dizer que ganhamos ou que perdemos um alguém significante. Pessoas não são propriedades, não podem ser adquiridas ou perdidas. Então não há motivos para viver em função de uma outra vida. Chegamos sozinhos e sozinhos podemos permanecer. Ímpar. Sem essa tolice de metade da laranja.
A única pessoa que pode me extasiar de orgulho ou de desgosto encontro ao olhar-me no espelho. Só depende dos meus esforços.
Estou me contradizendo?
Talvez sim.
Talvez não.
Gosto de contradições assim como infelizmente continuo gostando das pessoas. Eu diria que é um caso extremo... amor e ódio... ódio e fascínio.
Só que pessoas só me cedem momentos - bons ou ruins.
Sabe, melhor continuar estudando... pelo menos estou colhendo alguns frutos duradouros, estou buscando... construindo conhecimento! Assim espero, é claro.
Já valorizei muito e já fui extremamente valorizada... mas é tudo tão previsível, com um desenlace tão miserável... Já magoei e fui magoada, tornando a magoar... redundante...
No começo era sem querer. Depois por prazer. Prazer de ver o quanto eu poderia influenciar na vida alheia pelo simples fato de existir. A desculpa nunca mudou: Se eu não ferir, cedo ou tarde serei ferida.
Realmente acredito nisso.
Realmente gosto disso.
Devemos nos acostumar a ganhar e a perder. Assim como choramos quando perdemos, comemoramos uma vitória.
Mas não podemos dizer que ganhamos ou que perdemos um alguém significante. Pessoas não são propriedades, não podem ser adquiridas ou perdidas. Então não há motivos para viver em função de uma outra vida. Chegamos sozinhos e sozinhos podemos permanecer. Ímpar. Sem essa tolice de metade da laranja.
A única pessoa que pode me extasiar de orgulho ou de desgosto encontro ao olhar-me no espelho. Só depende dos meus esforços.
Estou me contradizendo?
Talvez sim.
Talvez não.
Gosto de contradições assim como infelizmente continuo gostando das pessoas. Eu diria que é um caso extremo... amor e ódio... ódio e fascínio.
Só que pessoas só me cedem momentos - bons ou ruins.
Sabe, melhor continuar estudando... pelo menos estou colhendo alguns frutos duradouros, estou buscando... construindo conhecimento! Assim espero, é claro.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Tolices.

Então eu sento, levanto, pulo, choro, 'dou patadas', sorrio, SINTO.
Acordo de verdade após tomar um bom café preto sem açúcar, e nada de economia com o pó, café bom é café forte.
Gosto de críticas, elas me fortalecem, ignoro elogios, simples consequência.
Eterna admiradora das mulheres, eu disse Mulheres, as de verdade. Não falo das altas e magras, com corpo de modelo. Não falo das de cabelos negros e sedosos. Na verdade, não falo da embalagem, falo da essência. Falo das que trabalham, estudam, que procuram crescer como pessoas em vez de pensar na próxima balada ou de arranjar um marido para ser sustentada. Essas não são mulheres, são produtos. Você compra pelo que vê, come e percebe que está estragado. Falo das mulheres que sentem.
Gosto de enigmas. Não muito pelo resultado, mas pelo prazer de buscar tal resultado. Assim que consigo, busco outro mistério qualquer.
Gosto de falar o que penso, mas prefiro, muitas vezes, não confessar isso. É quase o mesmo que dizer "Eu sou uma idiota". Quem entende minhas palavras, percebe o quão explícitas são.
Gosto dos beijos que me esquentam o corpo e me gelam as mãos, dos beijos que me façam mulher. Gosto dos tapas fortes e do olhar penetrante.
Se é para sentir, tem que ser por completo.
Pela metade não serve.
Não é sentir.
Não é viver e viver é para poucos.
Viver é para os tolos.
Ahhh... almejada tolice!
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