sábado, 20 de dezembro de 2008

...


E mais uma vez ela percebeu que não funcionava em par.

E sentou.

E chorou.

E mentiu... apenas fez que se importava.

O que mais esperar dela?

Não passa de uma vadia que por um momento acredita alimentar algum sentimento puro, mas não passa de atração, nunca passa de atração.

Um beijo e uma pegada forte que após horas ela ainda sinta. Só isso.

Nada de pureza.

Depois disso, o sadismo.

Quem não gosta de manipular, dominar? Ela gosta.

Mas está vazia.

Quer alguém por quem possa chorar e sentir falta.

Sentir falta da presença, do cheiro, dos cuidados. Não da carne.

Mas não consegue. Ela até tenta. Mesmo assim, machuca.

Dizem que paixão dura 6 meses... um ano. Se vai além, é amor.

Se isso estiver certo, ela nem mesmo sabe o que é se apaixonar.

Como pode suportar? Pessoas vivem e até morrem por amor, os pobres poetas que confirmem! E ela nem conhece a paixão.

Ri dos , segundo ela, patéticos casais apaixonados, mas é incapaz de saber o que é se dedicar ao que, num dado momento, lhe proporciona maior bem-estar, que possivelmente lhe desperta o amor.

Amor? Ela prefere acreditar que isso não existe.

Boa maneira de fugir. Se você acredita que não existe, não sente falta, afinal, não existe.

Sentir falta. Sentimos falta do que possivelmente já experimentamos, nunca é infundado.

Mas ela nunca amou.

Por isso ela diz que esse sentimento não existe, porque é um desconhecido mesmo? Considerável.

Mesmo assim. Acredito que se amasse, tentaria livrar-se desse sentimento como um médico tenta livrar seu paciente de um tumor. Apenas pelo prazer de gritar que está no comando.

Desta forma, talvez não ame por incapacidade de tal, mas porque não se permite a isso. Não acredita nas pessoas, não dá chance de ser rejeitada, consequentemente, de ser amada.


Está perdendo seus melhores anos.

Está perdendo as melhores pessoas que já conheceu.

Está perdendo bons motivos para derramar suas lágrimas e para dar seus mais sinceros sorrisos.

Suas atitudes são pás de terra a menos no que será sua própria cova.

Quando notar, estará alto demais para que possa escalar, e ninguém estará por perto para resgatá-la.

Colhemos o que plantamos.


Mas ela não funcionava em par mesmo.