quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Assassinando a esperança.

Eu gostaria de saber o que tanto esperas de mim. Por que eu? Por que eu?
Como uma ideologia fracassada. Há os seus adeptos, mas estes, não recebem retorno algum...
Não me importo em saber como foi o seu dia e qual foi a última garota com a qual dormiu, por que insiste em se derreter em comentários para tudo me contar? O que ainda espera? Uma pessoa a mais no dia do seu velório, isso é, se eu não partir antes?
Entre bêbados, pseudo-revolucionários e rockeiros desiludidos nos encontramos pela primeira vez. Não poderia haver um final feliz para nós, poderia?
Como humana, tenho todos os defeitos. Posso amar, odiar, desprezar, trair, corromper ou ser corrompida, iludir, cobiçar, mentir, sentir tudo isso junto ou uma coisa de cada vez, não necessariamente nessa mesma ordem.
Posso ainda dizer que nunca trai em atos, mas, e em pensamentos? Sabe se sempre os habitou enquanto comigo esteve?
O que ainda te atrai se, faço até questão de assumir o quão podre posso ser?
Posso olhar no fundo dos seus olhos e proporcionar-lhe o melhor dos momentos pelo simples prazer de em seguida destruí-lo com a mesma facilidade. Posso, mas não o faço. Exatamente para não criar nenhum tipo de falsa esperança. Sinal, que ainda resta algo de bom em mim. Mas acredite, pode não ser por muito tempo. Sabes, que no meu caso, a tendência é piorar.
Já notou quantas vezes uso da ironia com você? Não. Só nota a ironia que eu quero que note. Como num jogo sabe.
Pulo deste pedestal de ilusões no qual você insiste me colocar sem me importar aonde posso cair. O que interessa é fugir.
Estou caminhando. Sempre para frente. Se você, minha criança, estagnou, não é problema meu. Não vou fazer companhia, compreende? Também não admito que me coloque como responsável da sua infelicidade. Até porque, alguém que assim como eu acredita que felicidade é uma utopia, consequentemente não pode se julgar infeliz, seria o outro lado de uma moeda que na prática não existe. Não caia em contradições por bobagens!
Os poetas acreditavam que de amor morreriam, assim como seus companheiros de 'profissão', mas nunca passou de tuberculose. Eis o amor que matava os poetas, tuberculose! Fique alegre, meu bem, não se morre mais disso, há tratamento. E de amor, nunca houve registro de alguém que tenha morrido por esta causa. Talvez amor pela pátria, por um ideal, ou uma descoberta. Apenas.
Acho bonito quem tenta, por uma segunda vez, conquistar uma pessoa querida que muito lhe acrescenta... mas quando esta, ainda se apresenta recuperável e não após deixar bem claro o que pensa a seu respeito e que não, que não o quer mais. Aí... olhe só, aí é pedir para ser tratado como um tapete.
Falta de amor-próprio é muito deprimente.
Serve apenas para provar que o que sente não é amor, mas uma doença.
Quem ama de verdade não se humilha. Não se coloca numa bandeja esperando ser aceito. Não tenta chamar a atenção com confissões adolescentes acreditando que ainda afeta o vírus responsável pelo que tem.
Quem ama de verdade, segue em frente, sozinho, até achar quem realmente o complete e torcendo pela felicidade de quem um dia tanto estimou.
Por isso, mais uma vez pergunto: O que esperas de mim?