Sinceramente, por um tempo, até achei sua vida interessante.
Muitas festas, muitos amigos, muita bebida e regras quebradas. Sim, achei interessante.
Mas o tempo passa, e com ele, antigas idéias se organizam para dar espaço para a 'nova bagunça'. O que você tem, não são amigos, são conhecidos. Apenas trocas de favores. Você é tudo aquilo que critica, a diferença é que o resultado dessas suas 'trocas' é prazer instantâneo, nada que realmente te acrescente em algo ou que tenha um fim lucrativo. O sistema é o mesmo.
Diz que não se importa, mas é da boca pra fora.
Chora como uma criança quando leva um pé na bunda e aborrece todos aqueles que conhece mostrando quem o fez de vítima no momento.
Exige respeito acima de tudo, preza pela educação, mas esquece que isso pede seu retorno. Fala dos outros quando estes nem se dão conta que você existe, critica mais que uma velha solteira.
Não são seus amigos, no fundo, sentem é pena.
Pena porque você precisa de alguém para admirá-lo e para comentar suas frases inteligentes 'carregadas de ideologia' e sua ironia decadente.
A verdade é que você caiu e ninguém está disposto a ajudá-lo, nem mesmo a parar e notá-lo. Passou tempo demais se dedicando a quem nunca se importou com você. Mas foi avisado disso.
Não ligo se meus amigos se afastam. Antes só, do que amparada pela piedade alheia. Antes invisível do que com um cartaz dizendo 'Me note'.
Não vou perder tempo procurando conhecer os amigos dos amigos. Tenho os meus. Poucos, sim. Mas sinceros. Escuto muito pela cara, e agradeço cada palavra. Se um dia, ficar só, eu saberei o que foi uma amizade e não uma rede interminável de conhecidos.
Sexo, rock e violência sempre ajudaram a construir uma determinada imagem. A receita foi lançada há muito, e você, não foi o primeiro a misturar os ingredientes.
É. Achei sua vida interessante um dia. Hoje, só desprezo.
O que eu enxerguei tão rápido você nunca perceberá, está ocupado demais pensando na sua próxima frase de efeito.